Sistemas de Deteccao de Intrusos (IDS)

2008-07-03 01:26

Uns dos melhores texto que ja li, explicando como funciona os IDS e outros trecos de segurança!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

[ --- Indice

+     1.     <--->  Primeiras palavras
+     2.     <--->  Introducao
+       2.1.  <->     Principios
+       2.2.  <->     Terminologias
+     3.     <--->  IDS
+       3.1.  <->     NIDS
+       3.2.  <->     HIDS
+       3.3.  <->     Arquitetura
+       3.4.  <->     IDS em si: Uma visao geral
+       3.5.  <->     IDS x Firewall
+     4.     <--->  Monitoracao
+       4.1.  <->     Funcionamento - Captura, Filtros
+       4.2.  <->     Monitoracao em si
+       4.3.  <->     Plugins de saida
+     5.     <--->  IPS



[ --- 1. Primeiras Palavras

Este artigo e' o primeiro de uma serie feita para a The Bug! Magazine. Neste,
iremos abordar genericamente a proposta dos Sistemas de Deteccao de Intrusos
(IDS) e Sistemas de Prevencao de Intrusos (IPS). Ao longo da serie, iremos tra-
tar de uma forma mais particular esses sistemas e todas as suas vertentes.


Nota: Vou ser o mais PRATICO/DIRETO/OBJETIVO possivel.



[ --- 2. Introducao

A ideia de IDS surgiu no inicios dos anos 80 baseado em estudos do Stanford
Research Institute. Conhecido como Project 6169 - Statistical Techniques
Development For An Audit Trail System, o estudo utilizava um algoritmo de alta
velocidade que discriminava os usuarios com base nos seus perfis de comporta-
mento.

Diversos sistemas foram testados e implementados. Muitos deles projetados para
agir em computadores isolados, sao baseados no modelo estatistico de deteccao
de intrusos de Denning, e utilizam dados de processos auditores gerados dentro
do padrao de seguranca C2.

Em suma, sao ferramentas automatizadas e inteligentes para detectar tentativas
de intrusao em tempo real.

[ --- 2.1. Principios

Acao, processo ou efeito de detectar; descoberta, revelacao.
Drastica e dramaticamente: O ultimo ciclo da seguranca.
Uma intrusao pode ser definida como: Qualquer conjunto de acoes que tentem com-
prometer a integridade, confidencialidade ou disponibilidade dos dados e/ou
sistema.



[ --- 2.2. Terminologia de uma forma simples

+ Alertas/Eventos:

E' um aviso emitido pelos IDS ao operador de sistema quando detecta uma ativi-
dade suspeita. Os IDS podem emitir alertas de diversas formas, tanto local
quanto remotamente.


+ Evasao:

Evasao e' nada mais do que atacar o IDS sem que o IDS detecte o ataque. De uma
forma mais simples, e' a tecnica de burlar o IDS, ou de nao faze-lo enchergar a
situacao.


+ Fragmentacao:

Quando um pacote ultrapassa os limites da rede, ele e' fragmentado (quebrado em
partes menores). Geralmente acontecem fragmentacoes quando as transmissoes ma-
ximas (MTU) diferem. Essa fragmentacao e' muitas vezes visada pelos que tem in-
teresse em evadir, ou a ataques DOS.


+ Assinaturas:

As assinaturas e' o que faz o IDS alertar uma atividade suspeita. Ou seja, ele
vai comparar o evento X com a base de assinaturas, e ver se existe alguma regra.



[ --- 3. IDS


[ --- 3.1. NIDS

Sistemas baseados em Rede (Network-based IDS):

Monitora TODO o trafego da rede, desde que ele passe pelo sensor. Detectam ata-
ques orientados a rede, como DDoS por exemplo. Os sensores sao colocados no
ponto de estrangulamento da rede, frequentemente numa DMZ ou em redes de borda
(o importante e' ver por onde seus sensores se comunicariam com a base de assi-
naturas, para nao abrir buracos numa DMZ em vao). Examinam o trafego - na ver-
dade, sniffam o trafego (os cabecalhos dos pacotes, especialmente) em busca de
assinaturas de ataque, e determinam se este esta dentro de limites aceitaveis.

Nota: Um numero substancial de assinaturas de ataques esta no conteudo do paco-
te, e a simpes analise de trafego e' suficiente nesses casos.

Figura:


[Internet]
        Z
        Z
[IDS]----------[HUB]
|
|
     [Firewall]
|
                 |_____[Estacoes]


Podem operar em dois modos:

        1. Modo Normal   : Onde somente os pacotes destinados para o computador
                           saocapturados.
        2. Modo Promiscuo: Onde sao capturados todos os pacotes vistos na cama-
                           da Ethernet(o mais comum e usado).



[ --- 3.2. HIDS

Sistemas baseados em Host (Host-Based IDS):

Analisam o trafego individualmente, analisando as assinaturas atraves de even-
tos. Usam logs de aplicacao para obter registros de eventos e analiza-los para
determinar o que passar para a central processadora. Podem ser logs virtuais do
kernel por exemplo. Se os agents forem colocados diretamente no kernel, o agent
simplesmente grava os logs gerados pelo kernel. Deve operar preferencialmente
em tempo real, assim as falhas sao rapidamente detectadas.



[ --- 3.3. Arquitetura

I-------|-------|
N   |Agente |\     
T   |-------| \     |-------------|
E (Host A)     \________|   Central   |
R        /        |-------------|\
N-------|-------| /             \
E   |Agente |/          \
T   |-------|                             \|-----------|
   (Host B)             |Notificador|
                          |-----------|


+ Agente

AAFID: Autonomous Agents for Intrusion Detection

E' um sistema distribuido de monitoramento e deteccao de intrusos.
O Agente e' quem obtem as informacoes(sinais vitais, logs, arquivos, fluxo de
rede, etc..). Essas informacoes sao enviadas a Central. Ela e' pre-processada
num formato especifico(log, bin, xml). O Agent coleta o que for definido pela
Central Processadora.


(!) Monitores de rede:

        Monitoram o fluxo de rede que chega ao host, checando a integridade em
        busca de uma possivel ameaca.

        EX: x86 NOOP.
  
(!) Monitores de integridade:

        Monitoram os sinais vitais (arquivos, sistemas de arquivos, diretorios)
        ou outras partes do proprio servidor, procurando atividades suspeitas e
        ou alteracoes nesses arquivos, que poderiam representar potencialmente
        uma tentativa de invasão ou comprometimento do sistema.

        EX: Os logs de autenticacao. Qualquer padrão fora da rotina, e' aler-
        tado. Ou seja, eventos incomuns ou inesperados..do tipo, o usuario gus-
        tavo adiquirir root domingo, depois do Fantastico. Isso e' inesperado.
  

+ Central

A Central e' um repositorio de dados especificamente orientado a um sistema de
analises para determinar ataques. Apos o IDS capturar um pacote suspeito, envi-
a-o a Central Processadora. Os pre processadores remontam o pacote da maneira
correta, para diminuir falso-negativos na hora da comparacao com as assinatu-
ras, e dar mais confiabilidade ao IDS.
No Artigo " An Architeture for Intrusion Detection using Autonomous Agents, e'
dito que a Central, e' um ponto unico de falha. Se alguem conseguir impedi-lo
de trabalhar, a rede inteira ficara sem protecao.
O Frag3 do Judy Novak, que e' a ultima engine de fragmentacao (remontagem) do
snort, suporta politicas de fragmentacao p/ overlaps, evasao de ttl e timeouts.
O pacote e' comparado com a base de assinaturas, co-relacionados, e, caso a
comparacao retorne com valor positivo, o IDS encaminha para os plugins de sai-
da, caso contrario ele descarta o pacote (considerado trafego normal da rede).


(!) Falso-negativo:

        Nada mais e' quando um pacote passa, sem ser notificado pelo IDS. O IDS
        pensa que o pacote e' fluxo normal da rede.

(!) Falso-positivo:

        E' quando o pacote e' notificado como intrusivo, mas na verdade e' so-
        mente um alarme falso.



[ --- 3.4. IDS em si: Uma visao geral

Sao uteis nao somente para detectar falhas de seguranca, que foram ou podem ser
exploradas, mas tambem monitorar tentativas de invasao e prover suas contra-me-
didas. Seu desempenho e' avaliado nao na habilidade de identificar corretamente
intrusos, mas principalmente a sua habilidade suprimir falsos-negativos.
Em relacao as regras, e' importante procurar fazer uma regra o mais generica
possivel. Isto e', uma regra e' muito especifica, os ataques que sao semelhantes,
mas nao identicos escaparao.



[ --- 3.5. IDS x Firewalls

Normalmente, sempre e' levantada a questao: "Po, se eu ja' tenho um firewall,
por que entao usar um IDS?"

EX.:

Voce tem uma regra de firewall que permite conexoes ao servidor de FTP. Ok, mas
alguem resolveu baixar o passwd do ftp server... O firewall ira' reconhecer o
trafego no servidor de FTP, mas nao bloqueara. Ja' o IDS provavelmente vera que
tem algo de errado...

Levando em consideracao a arquitetura de filtros de pacotes do firewall, ela
tipicamente trabalha nas camadas de rede e de transporte (levando-se em consi-
deracao o modelo osi). Isto e', depois de voce aplicar regras (combinacao de
endereco de IP, protocolos - como TCP/UDP, e numero de porta), os pacotes serao
filtrados com base em: IP fonte ou destino, porta fonte ou destino, tipo de
servico, flags setadas no pacote IP/TCP/UDP, MAC address, etc.

A maioria dos firewalls nao tem uma habilidade dinamica de defesa. Ou seja,
eles nao analizam o que o usuario esta fazendo, ele simplesmente filtra pacotes
com base nas regras pre-estabelecidas. Em contraste, o IDS trabalhara nao so
nas camadas 3 e 4, mas tambem na de aplicacao, buscando por Trojans, ataques
Denial of Service (DOS), worms, ataques de buffer overflow, deteccao de scans
na rede, etc.

De certa forma podemos afirmar entao que:

        Firewall = Estatico (em sua maioria)
     IDS = Dinamico



[ --- 4. Monitoracao


[ --- 4.1. Funcionamento

A libcap (Library Capture) ou libpcap (Library Packet Capture), captura todo o
fluxo de pacotes que passam pela camada de ethernet.



[ --- 4.2. Monitoracao em si

O Monitoramento pode ser de varias formas.  A quantidade de shells abertas, a
quantidade de logins em um X de tempo , quantidade de processamento usado pela
maquina, etc.. Em resumo, o IDS vai basear-se num perfil pre-estabelecido, para
entao monitorar o seu comportamento. Assim se S1,S2,....,Sn representam os va-
lores de anormalidade do perfil para as atividades A1,A2,...,An, entao um valor
maior que Si indica uma anormalidade maior em relacao aquela atividade prevista
em Ai.

O padrao de cada usuario e' mantido num perfil particular ou mesmo em perfis de
grupo. Rotineiramente o perfil atual e' comparado com o perfil pre-estabeleci-
do, e assim determina-se um comportamento anomalo. Os perfis podem ser modifi-
cados(mudancas graduais de comportamento), de acordo com as necessidades de ca-
da usuario. Dados que estejam fora de um desvio padrao, em torno de um valor
medio, podem ser considerados anomalos. Mas, so vamos falar de comportamento
anomalo no proximo artigo.



[ --- 4.3. Plugins de Saida

Os plugins de saida sao ferramentas que podem ser utilizadas para gerar aler-
tas, logs ou para tomar algumas medidas em imediato. Podem interagir com
firewall, podem enviar alertas em email, popups , gravar em arquivos textos,
mysql, xml entre outros.



[ --- 5. Intrusion Prevention System ou Inline IDS

A prevencao de intrusos pode ser considerada um largo conceito que unifica um
numero de caracteristicas encontradas em antivirus tradicional, firewall, e
produtos da deteccao de intrusos.

O IPS e' o primeiro passo nessa direcao. Num senso simples, um IPS e' um dispo-
sitivo inline que bloqueia ataques antes que eles alcancem seu alvo. Num senso
amplo, IPS e' uma extensao do IDS. Quando se e' detectado um ataque, um IPS
executa acoes para interromper o ataque atual e evitar ataques futuros. As
acoes podem ser desde o bloqueio de conexoes ate a reconfiguracao de firewall.

IPS foram inventados independentemente por Jed Haile e Vern Paxon, para resol-
ver ambiguidades na monitoracao passiva da rede, nos sistemas in-line de detec-
cao. Uma consideravel melhora em cima do firewall, IPS faz controle de decicao
baseado nos conteudos de aplicacao. Porem, eu acho que a ideia de IPS ainda e'
muito imatura para ele subsitituir um firewall, principalmente em relacao as
respostas automaticas...

O problema e' o IPS bloquear trafego legitimo. Por isso, o ajuste do IPS deve
ser mais cuidadoso que o IDS. Em tempo, IDS atuais tem recursos de IPS, e todo
IPS tem modulo IDS.

Figura:


[Internet]
    Z
    Z
  [IPS]
    |
    |______[Estacoes][Estacoes]


Para entender o que um IPS e', e' necessario o proble a que ele objetiva resol-
ver. Os mais xiitas dizem que os IDS sao inadequados para protege-los. O cena-
rio de ameaca e' mais ainda exacerbado pelos desafios envolvidos em aplicacoes
de patch de maneira oportuna, e tambem no caso de organizacoes nao reforcarem o
controle de patchs (Univ, ISPs, etc).

No mais, o importante e' estar ciente que IDS/IPS nao sao, de forma alguma, uma
ciencia perfeita.
Take care.
.

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